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Turkish Get up ou Levantamento Turco.

Foto do escritor: Gus Blessmann
Gus Blessmann
17 de jul. de 2020
3 min de leitura

Há muito tempo que eu digo aos meus alunos que para mim os dois melhores exercícios são o Kettlebell "Swing", e o "Turkish Get up”. E com motivo, acredito que sejam os dois exercícios mais completos que se possam ser executados.

O Kettlebell Swing de característica aeróbica, ainda tem o elemento potência atuando a cada repetição ao mesmo tempo que o CORE trabalha incessantemente para manter complexo quadril - lombar estável e transferir essa energia para todo o corpo. Isso sem contar que ainda podem ser feitas variações como o 1 arm swing, clean, snatch… todos eles provém de um Swing e terminam cada um à sua maneira.

Mas e o “Turkish Get up”, “Get up” ou somente “TGU”?

Ah, esse para mim é uma obra prima do treinamento, um combinado de 7 movimentos para subir seguidos dos mesmos sete movimentos para descer. Praticamente um ballet.

Uma das lendas sobre o nome é que vem da posição que os turcos costumavam ficar deitados na praia (deitados de lado, cotovelo no chão, perna estendida e a outra flexionada). Já outra diz que os exército dos Janizares (Elite dos otomanos) usava este exercício para preparar fisicamente os seus soldados. E por fim uma das lendas mais conhecidas (que não tem relação com o nome) é que um antigo Strongman foi procurado por um pessoa para ser seu aprendiz, e ele o mandou embora e disse que voltasse quando conseguisse executar o "Turkish Get up" com 100libras (48kg). Enfim, eu poderia contar inúmeras histórias deste grande exercício, mas só quero explicar o motivo da minha opinião.

Você está deitado no chão, você tem um peso no seu punho e seu braço está perpendicular ao solo. Apenas “se levantar” não é uma opção então você tem que criar uma estratégia para isso. E é exatamente isso que seu corpo faz em conjunto com seu cérebro. Reprogramar os padrões neurais. Fazer com que ambos os hemisférios do seu cérebro trabalhem juntos no exercício é muito importante. É por isso que o equilíbrio às vezes é muito desafiador, porque os lados do cérebro gostam de trabalhar isolados. Sempre que eu cruzo a linha média, estou criando um dilema. Palavras de Grey Cook. E é por isso que você provavelmente já ouviu que o TGU é um exercício “neural”.

Criada essa estratégia no seu cérebro é hora de executa-la com o corpo. Para onde vou? Qual posição é mais “econômica”? Onde eu faço um suporte para o eixo enquanto movimento todo o resto do meu corpo? E assim, jogando a perna por debaixo do quadril levantado, trocando o centro de gravidade do eixo do braço para o quadril para subir e do eixo do quadril para o braço para voltar vai se criando o ballet. E dentro desse ballet vamos aos poucos entendendo algumas pontos importantes do exercício.

Para mim uma coisa fascinante é que no “Get up” bem executado o braço permanece durante todo o exercício na vertical e é o SEU CORPO que de posição, mas o seu braço está lá, imponente, forte segurando o Kettlebell como se nada o abalasse. Ombro, escápula, abdômen, fazem um esforço para manter o corpo totalmente conectado e tudo isso durante um MOVIMENTO. Vocês conseguem ver a beleza disso? Conseguem entender a complexidade?

Sem me alongar o “Get up” é um ótimo exercício para desenvolver o padrão primitivo de rolamento (bebês), força e coordenação unilateral, capacidade de conexão corporal (contração muscular através das cadeias musculares) e o ponto alto: promove MOBILIDADE de ombro, ao mesmo tempo que trabalha a ESTABILIDADE de escápula. Um exercício que em sua execução passa por TODOS OS PLANOS DE MOVIMENTO…

É isso meus amigos, eu romantizei o “Get up”? Sim, mas um exercício dessa magnitude e de tamanha importância para tantas valências não poderia ser descrito de outra forma.

Vai lá, LEVANTE-SE!


Gus Blessmann



 
 
 

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