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Todo mundo se Machuca.

Foto do escritor: Gus Blessmann
Gus Blessmann
19 de abr. de 2020
3 min de leitura

Lesões acontecem. Torcemos um tornozelo, mordemos um lábio, machucamos as costas, o ombro. Faz parte da vida. O interessante porém é como reagimos nessas situações que a vida nos apresenta.

Se mordermos a língua, não dizemos: "Eu nunca mais vou mastigar nada nada na minha vida". Se torcermos o tornozelo, não falamos que nunca mais vamos andar. Então qual é o motivo das pessoas falarem que NUNCA mais vão levantar nada pesado quando machucam as costas? (seja lesão discal, contratura muscular, ou até mesmo um pinçamento de um nervo). Ou alguém com cirurgia no joelho, diz que nunca mais vai poder agachar em uma certa angulação? Não faz sentido.

As pessoas deixam o medo da dor, ou a sua memória da dor, impedir que continuem se movimentando (em alguns casos é só desinformação mesmo) ou impedir de viver a vida ao máximo.

Tenho uma situação pessoal, que comento seguidamente. Eu estava treinando para a minha certificação SFL em 2018 quando machuquei minhas costas. Foi um movimento simples. Eu estava aquecendo para o Deadlift com 20kg de cada lado da barra, 60kg total. Mas alguma coisa não saiu como eu esperava, e ZAZ!

Larguei a barra e quase que instantaneamente coloquei as mãos nos joelhos, a dor nas costas era aguda, muito localizada doía na "alma". Eu tive que parar na hora. Era Inicio de abril, mas já sabia que a certificação que seria em junho, já estava comprometida.

Depois de relaxantes musculares, e remédios para a dor passei a semana seguinte sem quase me movimentar. Mas sabia que não podia parar, já que a frustração que surge quando você simplesmente não tem tempo para se machucar é gigante. Neste caso por causa da certificação a menos de 3 meses.


E foi nessa situação que vemos a responsabilidade que carregamos por sermos agentes promotores da saúde.

Sempre que me machucava, meus clientes perguntam: “Mas tu não é Personal? Não era pra tu ser mais preparado. Sempre que me perguntam isso eu me lembro da frase de Michael Boyle: “Não se pode EVITAR a lesão, somente por obra divina. Podemos MINIMIZAR o risco de lesão”. é diferente. E sim, eu por ser um Personal trainer e treinar frequentemente, tenho menos propensão a lesão.


Já outra pergunta que costumam fazer é o porquê pessoas mais preparadas melhoram tão rápido? (Essa minha lesão, pela gravidade demorou um pouco mais). Digo sempre que o corpo de quem tem uma rotina de treinos está melhor preparado quando a lesão aparece.. Também digo que é importante continuar em movimento (ensinamentos do meu Fisioterapeuta Gustavo Portella) após a lesão e não deixar que o medo impeça de se mover, pois a lesão está se recuperando. Então ficamos melhor e mais rápido.


Agora, sobre algumas coisas que podem ser usadas nesse processo de recuperação, (no caso de lesão nas costas) para que ocorra a recuperação sistêmica . Podemos usar:


1. Respiração diafragmática: profunda e carregada para envolver todo o CORE e manter um padrão respiratório dominante no diafragma. CRIAR ESSE PADRÃO.


2. Movimento de cabeça (rotações): Sentado, inclinado aos cotovelos e às mãos e joelhos para manter meu sistema vestibular funcionando e para manter meu CORE ativo e proteger as costas.

Uma coisa que tenho aprendido lido e estudado muito neste tempo aqui no Canada, é sobre a INTEGRAÇÃO de sistemas: desde o pé (relacionado com uma série de lesões) até o sistema vestibular (citado acima) e sistema linfático. Sabendo utilizar esses sistemas a seu favor, o seu corpo vai reagir de uma forma muito melhor.


Com um “perfeito” funcionamento desta engrenagem, podemos diminuir o risco de lesões ou até mesmo nos recuperarmos mais rápido (dependendo do tipo e grau da lesão).

Use seu diafragma para respirar. Envolva o sistema vestibular. (o que faz muito sentido com o que o Dr. Perry Nickelston diz um um de seus cursos, aonde a respiração afeta internamente as estruturas, inclusive o sistema vestibular). Dê mais atenção para o seu “trilho cruzado” ou cadeia cruzada, usando o X no padrão da marcha e cruzando a linha média. Esses princípios não são eficazes apenas para clientes ou pacientes saudáveis, mas também são apropriados para uso quando uma lesão está presente.


E sim, ainda precisamos proteger articulações, musculaturas e os tecidos, mas estruturas se curam de maneira ideal quando as forças apropriadas são aplicadas a eles nos momentos apropriados. Então entenda que o corpo precisa de descanso e tempo antes de começarmos a movê-lo novamente, mas não precisamos deixar o resto do corpo declinar enquanto aguardamos a cicatrização do tecido ou musculatura afetada.


Lembre-se: afinal, somos humanos! Todos nós vamos ter algumas lesões, dores e dores ao longo do caminho - isso é apenas parte da vida!




 
 
 

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