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GAME CHANGERS, Será isso mesmo? (Parte 1)

Foto do escritor: Gus Blessmann
Gus Blessmann
2 de dez. de 2019
4 min de leitura

Assisti o Filme “game Changers 3 vezes para poder escrever a minha opinião. (MINHA OPINIÃO, por favor Veganos e defensores dos animais, calma) isso quer dizer que só fiz o que todos deveriam fazer quando defendem uma idéia ou pensamento, ir atrás de MAIS INFORMAÇÃO e fundamentar toda a linha de pensamento com… ARGUMENTOS. Ok?

Então, eu vi, revi, pensei, repensei vi mais uma vez e PEQUISEI. E agora vou escrever o que o que eu achei (e vi) do filme e que provavelmente eles não querem mostrar.

Antes de qualquer coisa eu quero deixar BEM CLARO que eu não tenho nada contra a “Plant-based Diet”, tenho amigos veganos, conheço muitas pessoas que optam por esse tipo de alimentação e respeito a escolha delas (mesmo que muitas delas não respeitem a minha), mas é uma opção da qual discordo ainda mais pelos motivos que dizem ser. Desde que comecei a me aprofundar um pouco mais na parte acadêmica eu procuro sempre coletar o máximo de informações para poder embasar a minha opinião e minhas crenças, e mais uma vez deixando claro que eu não sou o dono da verdade, só emito minha visão de determinados assuntos tendo em vista as informações que eu recebo (e busco). Mas se existe uma coisa que me tira do sério é mentira, desinformação e manipulação de informação em qualquer campo, mas ainda mais na área da saúde. Se você um belo dia resolveu não comer mais carne porque você foi atrás de informação suficiente, ok. Ser induzido, intimado, amedrontado pela mídia (obesidade, doenças, mortes, etc.) aí é ser influenciado pela tentativa de geração de caos, e me desculpem, isso não dá… e na minha visão (após ir atrás de muita informação) é o que o filme tenta fazer, uma “agenda” forte em prol do veganismo.

Toda a história tem dois lados, e é muito importante olhar bem ambos.

Imagina só, Edição de vídeo bacana, musiquinha empolgante, e um monte de atleta de alto nível dizendo o quanto é bom ser vegano… Até o Arnold, que passou a VIDA INTEIRA comendo carne, aparece falando sobre os benefícios do veganismo. Eu aprendi na vida a duvidar de tudo, e foi o que eu fiz no filme… duvidei de algumas coisa que o filme passou e bastou uma vasculhada no site, e nos créditos sobre algumas citações para descobrir que elas… NÃO EXISTEM. Eles passam o filme falando e referenciando sobre estudos e artigos, mas não colocam de onde vem e quais são. E coletando um pouco mais de informação sobre o assunto, me deparo com muita citação feita fora de contexto.

Não sei se todos que eventualmente irão ler essa minha revisão, irão de fato assistir (ou já assistiram) o filme (RECOMENDO, independente de concordar ou não com esse tipo de alimentação), mas vou tentar colocar para mim os pontos mais importantes em ordem cronológica de como eles acontecem no documentário, e como achei em algumas pesquisas. Como essa revisão provavelmente ira ser bem extensa, vou postar por partes e no final desta revisão irei colocar todas as referências. 


Antes de iniciar, só uma rápida explicação sobre os estudos mencionados no documentário. Na grande maioria são baseados em estudos observacionais transversais e estudos prospectivos e retrospectivos, ou seja analisa dados coletados ao longo de um período de tempo. Os pesquisadores observam o que as pessoas comem / comeram e relacionam com quais doenças ou problemas de saude elas têm / obtiveram. Os métodos de análise são entrevistas, questionários sobre consumo de alimentos, e recall. A limitação nessas análises é a imprecisão destes relatórios, é comum nesses casos os entrevistados subestimarem, superestimarem ou até mesmo esquecerem o que comeram.

Um artigo recente afirma que estudos nutricionais “não podem ser confiáveis, precisos e independentemente observados, quantificados e confirmados ou refutados, se eles não seguem o método cientifico e devem ser descartados ou só “empirismo” na pior das hipóteses.”

E uma última nota sobre os estudos é que alguns estudos citados nesse documentário. tem um “N” muito baixo e os resultados não foram duplicados, mas isso óbvio, não foi citado no filme.

Então vamos lá; basicamente para quem não entendeu muito bem, o “Game Changers” é um documentário que defende o estilo de vida baseado no consumo de plantas, destacando os benefícios desta escolha, seja ela para a saúde ou para o desempenho esportivo, sempre comparando com a dieta onívora tradicional. Quem conta toda essa história é o lutador do UFC e professor de artes marciais e defesa pessoal James Wilks.

Ele narra o comentário entrevistando vários atletas de elite que optaram pela dieta vegana e vem com pitadas de “ciência inovadora” que embasa suas alegações de que as plantas são o melhor alimento e que os produtos de origem animal são … venenosos. Durante todo o documentário James bate na tecla de que as pessoas tem a "impressão” de que a energia vem de proteínas, mas nesse caso está falando sobre atletas unicamente, e um ponto extremamente irritante é a substituição que James faz da palavra “carboidrato” por “planta” mas a gente consegue entender que é necessário quando tem que cumprir a agenda.

(continua...)



 
 
 

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