GAME CHANGERS - "BURRITO VEGANO", O NOVO VIAGRA (PARTE 9)

Eis que eles trazem o método super científico do burrito de volta, desta vez para relacionar o consumo de proteína vegetal com as ereções noturnas (não é brincadeira). Novamente, três atletas do sexo masculino recebem um burrito de carne um dia e um burrito de feijão no dia seguinte. Antes de dormir, acoplam um aparelho no pênis, que irá medir a qualidade das ereções noturnas como frequência, força e duração. Quando o resultado dos testes é divulgado, mais uma vez dão toda a glória da “pudurescência” para o Burrito vegano. Dada a impressionante diferença de dados, é surpreendente que esses caras consigam dormir de barriga para baixo, mas enfim… Algumas coisas importantes a serem lembradas sobre este super experimento de Burrito: Não é um método de teste cientificamente validado. Eles forneceram apenas UM ponto de dados único para cada condição de teste (estatisticamente significante? Sem chance). E, assim como o teste anterior, da função endotelial, esse "experimento" é falho em considerar ou tentar controlar variáveis como sono, fadiga muscular, volume de treinamento, estresse, status de hidratação, consumo de álcool, histórico médico ou predisposições genéticas. ( E no caso de uma ereção, até mesmo os estímulos para tal).
Usando essas observações para tentar de qualquer maneira comprovar este argumento, James continua observando que "estudos comparando homens comendo proteína animal e homens comendo proteína vegetal não demonstraram diferença nos níveis de testosterona". MENTIRA, e da PIOR FORMA… na Cara dura… Basta olhar as referências que ELES MESMOS forneceram para ver se que está ERRADO. [21] O estudo citado mostrou que veganos e onívoros tinham níveis semelhantes de testosterona, mas os veganos tinham globulina de ligação a hormônios sexuais (SHBG) significativamente maior que os onívoros. O SHBG se liga à testosterona, tornando-a inerte, portanto, embora seus níveis totais de testosterona possam ter sido semelhantes, os veganos teriam menos disponibilidade. Como o SHBG se liga aos hormônios sexuais (testosterona), a quantidade real de testosterona livre era igual entre o grupo vegano e o de comer carne. E aqui temos MAIS UMA importante informação que “não vale a pena” colocar no filme.
Já no estrogênio, a turma de James se inclina para a indústria de laticínios, dizendo que "simplesmente beber leite de vaca pode aumentar os níveis de estrogênio de um homem em 26%, enquanto diminui os níveis de testosterona em 18%".
Este fato específico é de um estudo piloto realizado em 7 homens que beberam leite exclusivamente de vacas prenhas. [22] O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do consumo de leite especificamente de vacas prenhas e não servir de modelo para o consumo de laticínios como um todo.
Quanto ao cortisol, “Pesquisas mostram que pessoas que substituem alimentos de origem animal por alimentos ricos em carboidratos sofrem uma queda média de 27% nos níveis de cortisol”
Este pode ser o meu exemplo favorito de escolha e reformulação em todo o documentário. O que o estudo real tem a dizer é que a proporção de proteínas e carboidratos na dieta humana tem um grande impacto nos níveis de cortisol e testosterona. Não diz que a proteína animal deva ser substituída por plantas, mas sim mais carboidratos que devem ser consumidos em relação a qualquer tipo de proteína, a fim de diminuir o cortisol e aumentar a testosterona.
(Continua…)
[21] - “Testosterone, sex hormone-binding globulin … – NCBI.” ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2400756.
[22] - (n.d.). Exposure to exogenous estrogen through intake of commercial milk produced from pregnant cows., from https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19496976





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